Supervisão em JR com Laboratório de Convivência

Desde Setembro de 2016 a equipe do Laboratório de Convivência acompanha o trabalho de Supervisão em Justiça Restaurativa na cidade do Rio de janeiro. A etapa da Supervisão é subsequente ao Curso de Introdução à Justiça Restaurativa. Essa etapa de aprendizado não é obrigatório.

 

Supervisão em Justiça Restaurativa: Processo de construção coletiva

A Supervisão em Justiça Restaurativa faz parte do processo formativo do Laboratório de Convivência. Após o Curso de Introdução, compreendemos que há um percurso continuado e sistemático, para que os conhecimentos sejam consolidados e aprofundados.

A partir do conteúdo trabalhado no curso de Introdução – conceitos básicos de Justiça Restaurativa e a técnica dos círculos de construção de paz-, convidamos aos participantes, que tenham interesse em prosseguir investigando o tema da Justiça Restaurativa e suas possibilidades, a participar de outras etapas, que são subsequentes, que incluem a Supervisão – práticas orientadas dos círculos de construção de paz e teóricas correlacionadas.

 

Princípio norteador

 

O princípio norteador da supervisão é a corresponsabilidade – responsabilidade individual e coletiva. A partir deste princípio, por acreditarmos ser o mais desafiador em uma mudança de paradigma no sistema de convivência, um contorno foi desenhado em relação às ações que apresentamos como proposta para o desenvolvimento do trabalho.

 

Este princípio foi escolhido por sabermos que nele está contido a manutenção do sistema – poder sobre o outro ou o revisitar de um sistema – poder com o outro, de forma micro e macro. Nessa investigação, entender a Justiça como um valor nas relações interpessoais, institucionais e sociais, nos parece fundamental como  fator de exercício contínuo durante a  supervisão.

 

A linha teórica do Laboratório, investigada durante 11 anos, nos faz afirmar que a Justiça Restaurativa não se limita, de maneira alguma, a um procedimento. Que o pensar e fazer da Justiça Restaurativa compreende mudanças nas crenças e comportamentos de todos em uma desvelar constante de nossas fragilidades e potencialidades.

 

Partindo desta afirmação, visão compartilhada no Curso de Introdução à Justiça Restaurativa, nos faz sentido construir uma supervisão que possibilite uma compreensão ampla do trabalho, quando a tarefa é implementar a Justiça Restaurativa.

 

Duração

 

A Supervisão tem duração de seis meses e o participante é convidado à socializar suas reflexões através de um portfólio com registro de ideias, experiências, fotos, relatos e reflexões acerca do processo de formação.

 

Parcerias em 2016

 

Para a realização da Supervisão em Justiça Restaurativa no RJ o Laboratório de Convivência celebrou o Termo de Mútua Cooperação com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro-TJ-RJ, objetivando a realização de estágio supervisionado no desenvolvimento de procedimentos restaurativos, nos termos da Resolução CNJ nº 225/2016, de 31/05/2016.

Também realizou parceria com a Escola Estadual Paulo Freire inicialmente para trabalhar de forma dialógica, democrática, inclusiva e construtiva com os conflitos decorrentes do movimento de ocupação da escola e em um segundo momento, para iniciar um trabalho mais profundo e expandido com relação à convivência e às dinâmicas relacionais da comunidade escolar, e da construção coletiva de um ambiente harmônico e fértil para aprendizagem de habilidades intelectuais, emocionais e sociais.

Imagem 3