Polo Irradiador

Justiça Restaurativa e o Polo Irradiador

Compartilhar entendimentos, conceitos e princípios sobre a Justiça Restaurativa é um convite instigante a refletir sobre as distintas dimensões que estão implícitas na convivência. Este convite nos coloca diante das possibilidades de uma mudança de paradigma, que implica mudanças significativas nas estruturas sociais e inter-relacionais, ou na busca de argumentos que refutem a legitimidade desta inciativa.

Nos 10 anos de experiência em São Paulo, a Justiça Restaurativa mostrou-se ser muito mais do que uma “alternativa” para se consolidar como proposta de um fazer de justiça que se concretiza na amplitude de seu valor, depurando assim a sua essência e apresentando respostas para a humanização das relações e da convivência.

Justiça Restaurativa

“Constitui-se em um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, técnicas e ações, por meio dos quais os conflitos que causam dano são solucionados de modo estruturado, com a participação da vítima, ofensor, famílias, comunidade e sociedade, coordenados por facilitadores capacitados em técnica autocompositiva e consensual de conflito, tendo como foco as necessidades de todos envolvidos, a responsabilização ativa daqueles que contribuíram direta ou indiretamente para o evento danoso e o empoderamento da comunidade e sociedade, por meio da reparação do dano e recomposição do tecido social rompido pela infração e suas implicações para o futuro” (Juiz Egberto de Almeida Penido).